Beleza na humanidade…

Somos inundados pela fragilidade e pelo erro, mas continua a existir beleza na humanidade que nos assiste.
Somos abalados pela doença e pela dor, mas continua a existir beleza na humanidade que nos assiste.
E toda esta beleza existe, porque no meio de tanta diferença continuamos a procurar o mesmo.
Buscamos todos pelos mesmos objetivos.
Buscamos todos por um sentido que nos ajude a caminhar.
Buscamos todos por um ombro que suporte a nossa vida.
Buscamos todos, sem qualquer exceção, um amor que nos aqueça dos nossos invernos existenciais.
Podemos negar todas estas necessidades para que não nos sintamos como verdadeiros “vasos de barro”.
Parece ridículo admitir tais necessidades, numa sociedade moderna que vive da competitividade e do individualismo.
Parece extremamente absurdo reconhecer que necessitamos de relações, perante uma humanidade que caminha para a verdadeira solidão social.
Vivemos rodeados de pessoas, mas não reconhecemos o seu olhar, nem a sua face.
Vivemos rodeados de pessoas e nem nos apercebemos das suas necessidades.
Vivemos rodeados de pessoas, mas nunca nos sentimos tão sós.
Se queremos que esta beleza persista, não podemos desviar o olhar daquele que se cruza connosco.
Se queremos que esta beleza persista, não podemos deixar de ouvir o ritmo da vida de cada um.
Se queremos que esta beleza persista, teremos que nos dar em cada encontro…

[Texto da autoria de ©Emanuel António Dias]

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[Fotografia da autoria de ©StockSnap]

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