O amor do “não”…

Faz tanta falta, à minha geração e a tantas outras, ouvir um “não”.
Faz tanta falta, à minha geração e a tantas outras, perceber que o “não”, não é sinónimo de destruição, mas sim embaixador de uma boa educação e de um crescimento sustentado.
É preciso transmitir que não vale tudo.
É preciso transmitir que os deveres são tão ou mais importantes do que os direitos.
É preciso mostrar que não se pode ter tudo, nem se pode calcar quem nós quisermos.
Urge, nesta juventude, passar a mensagem que não se pode faltar ao respeito daqueles que consigo carregam experiência e verdadeiras histórias de vida.
Não se pode adiar mais esta necessidade. Não podemos continuar a fingir que a educação se vai ganhando sem testemunho e sem reprimenda.
Não se pode achar que na vida se consegue sempre tudo.
Não podemos ambicionar que o “sim” seja uma verdadeira constante em que ,independentemente das variáveis que estejam em jogo, nunca alterará o seu estado.
Cabe a nós demonstrarmos a verdadeira riqueza do “não”.
Com o “não” surge a oportunidade de se aprender muito mais.
Com o “não” aparece a responsabilidade e o cuidado.
Com o “não” manifesta-se a verdadeira vida.
Com o “não” ergue-se a vontade de querer alcançar um “sim” sincero.
A vida não está perdida quando se encontra um “não”.
A vida está perdida, quando não sabemos distinguir quando é que se deve usar o “sim” e o “não”.
A vida está perdida, isso sim, quando nos tornamos exigentes de tudo, egoístas, malcriados e incontroláveis. E isto só surge quando o “não”, não está presente na vida de cada um de nós.
Quanto mais cedo soubermos lidar com o “não” como resposta, melhor será o nosso desenvolvimento.
Quanto mais cedo soubermos lidar com o “não” como resposta, melhor será a nossa visão para com a vida.
Os mais fortes não são aqueles que sempre ouviram um “sim”.
Os mais fortes são aqueles que tiveram a capacidade de entender o significado do “não” que lhes surgiu pela boca dos seus pais, familiares, amigos… e, acima de tudo, pela “boca” da vida.
O “não” não carrega consigo maldade. O “não” é outra forma de dizer “eu amo-te”!

[Texto da autoria de ©Emanuel António Dias]

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[Fotografia da autoria de ©Greyerbaby]

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