A natureza da simplicidade

“A natureza é o único livro 
que oferece um conteúdo valioso 
em todas as suas folhas.”
Johann Goethe

 

Dava por mim, a contemplar as maravilhas da minha vila, e a lembrar-me do quão sortudos podemos ser.
Dava por mim, a contemplar as maravilhas da minha vila, e a aperceber-me de que podemos ser felizes com tão pouco.
Dava por mim, a contemplar as maravilhas da minha vila, e a emocionar-me com aquilo que a Natureza nos pode dar.
No meio de tanta contemplação e de silêncios deixei-me inundar pelo verde dos campos que cerca esta terra e pela paz que se refletia no chilrear dos pássaros.
Com ela recordava que andamos tão enganados sobre o que é a vida.
Andamos tão, mas tão enganadinhos…
Deixámo-nos levar pelas correrias do tempo.
Deixámo-nos levar pelas ditas prioridades e esquecemo-nos o que é viver verdadeiramente.
Esquecemos que o simples “gosto de ti” é essencial no dia a dia de um filho, de um pai e de uma mãe…
Esquecemos que a simples presença, com uma troca de olhares, enche muito mais a alma que uma conta bancária recheada.
Esquecemos que um abraço pode ser mais reconfortante que o melhor casaco de um shopping.
Esquecemos o quão valiosos poderemos ser para o outro ao darmos uma simples palavra, um simples carinho e atenção.
Esquecemos ou preferimos ignorar?
Esquecemos ou não queremos atuar?
A verdade é que, com a simplicidade, nunca conseguiremos grandes conquistas naquilo que é considerado politicamente correto pela sociedade.
A verdade é que, com a simplicidade, nunca teremos altos cargos sociais.
Mas também é verdade que com a simplicidade alcançaremos a maior das dignidades: a dignidade humana.
Com a simplicidade, viveremos intensamente.
Com a simplicidade, viveremos o mais pequeno.
Com a simplicidade, seremos enormes interiormente.
Com a simplicidade, seremos nós mesmos e não aquilo que nos querem fazer passar.
Nesta vida não vale a pena ser de outra forma.
Nesta vida não vale a pena correr por mais nada.
Sê simples. Sê humilde. E o teu “pó” será recordado eternamente…
Não pelo que disseste, mas pelo que fizeste e construíste.
Não pela tua importância mediática, mas sim por tudo o que fizeste pela calada.

Sê simples e verdadeiro e o teu “pó” não voará em vão nesta vida.

[Texto da autoria de ©Emanuel António Dias]

[Fotografia da autoria de ©Emanuel António Dias]
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