Contrato de risco

“…a vida é um contrato de risco e não há caminhos sem acidentes.”
 
Eddy Francisco Martins – Amar ou Morrer
Por onde andas?
Para onde vais?
O que procuras?
Existem alturas em que o caminho não tem cor.
Em que o caminho não convida a continuar.
Em que o caminho não é certo.
Em que o caminho está cheio de questões.
Prosseguir?
Esperar?
Recuar?
Passar à frente?
Existem fases em que dava jeito substituir as quedas pelas certezas.
Às vezes, calhava bem que a vida não sofresse tantas curvas, ou que pelo menos não encontrasse grande movimento sem estarmos à espera.
Daria muito jeito saber decidir quando sentimos que as forças começam a faltar.
Seria ótimo saber o que fazer, quando o coração fica apertado e a respiração parece ser um imenso sacrifício para a nossa existência.
A verdade é que esta vida não vem com um GPS para contornarmos os obstáculos.
Nem muito menos com um livro de instruções para realizarmos tudo na perfeição.
Quando se está na realidade as poesias não são tão comuns.
Quando se está na realidade bate-se com toda a força com a cabeça na parede.
Quando se está na realidade a desilusão e o sofrimento são, claramente, dolorosos, mais do que alguma vez uma publicação literária poderá descrever.
Quando assinamos para viver e não para marcar presença tudo parece magoar.
Quando assinamos para viver deixamos o corpo morto para nascermos de novo.
Quando se dorme para a vida não se sente nada, nem mesmo a própria felicidade.
Por isso, não adianta pedir para diminuir a intensidade das coisas que vão acontecendo na vida.
É preciso continuar arriscar.
É preciso não ter medo de querer sentir tudo o que nos é oferecido.
É necessário encarar todos os acidentes da vida, para que no final se consiga sentir tão epicamente o sabor da felicidade.
Não convém cairmos no facilitismo, na resignação, nem na fuga.
Não se ganha nada no disfarce. Ou se vive, ou se dorme para vida.
Quem vive sai com marcas, nódoas e calejado…
Quem vive sai com o testemunho de que no amor e na fé se encontram as respostas para se conseguir chegar ao fim.
Quem vive sabe que é uma questão de amar ou morrer.

E tu? Vais querer amar? Ou ficarás adormecido até à morte?

[Texto da autoria de ©Emanuel António Dias]

 

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