Máquinas da Sociedade

O Mundo gira a uma velocidade tremenda.
Avança de uma forma tão rápida que nem nos apercebemos dos dias passarem.
Hoje em dia somos convidados a viver numa adrenalina incrível.
Acordamos stressados.
Tomamos o pequeno almoço a “correr” e nem nos despedimos dignamente daqueles que vivem connosco.
Vamos a correr para cumprir horários e obrigações.
E quando chegamos, ao nosso local de trabalho ou de estudo, somos novamente abalados por uma onda de multidão, também ela toda movimentada por esta correria, mas sem saber muito bem para onde vai.
Corremos, corremos e…corremos.
Corremos todo o dia!
Corremos para acabar aquele projeto.
Corremos para entregar a horas aquele papel.
Corremos como meras máquinas.
E quando somos convidados a parar, o que nos acontece? Não conseguimos.
Ficamos como meios zonzos. Ficamos com a sensação de que não sabíamos que existia tempo para parar.
A verdade, é que desde pequenos somos incutidos com a ideia de que “parar é morrer”.
Mas, caros leitores, estamos a precisar de uma verdadeira paragem.
Estamos a precisar de parar, para entendermos do que realmente somos feitos.
Estamos a precisar de parar, para entendermos do que realmente necessitamos.
Estamos a precisar de viver de uma forma autêntica. Sem correrias. Sem pressas.
Precisamos de parar, para assim podermos observar, respirar e darmos valor ao maior dom que temos: a vida.
Com tantas correrias, nem nos apercebemos que somos todos iguais. Não conseguimos perceber que temos todos o mesmo objetivo: sermos felizes.
São por causa destas correrias todas e por todas as faltas de tempo, que nós alegamos não ter, que surgem as guerras, que surge a solidão, que surge o desespero, que surge a necessidade, que surge tudo aquilo que só nos apercebemos quando acontece nas nossas vidas.
Não deixemos que a vida passe a correr.
Tínhamos perceção dos dias, pois só assim conseguiremos ouvir a nossa “máquina” a bater.
Não queiramos ouvi-la quando ela já estiver para deixar de funcionar.
É hora de nos reunirmos.
É hora de vivermos juntos.
É hora de comermos e bebermos juntos.
É hora de rirmos juntos.
É tempo para parar.
É tempo para deixarmos de ser máquinas.
É tempo para vivermos, verdadeiramente!
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2 pensamentos sobre “Máquinas da Sociedade

  1. Também foi o primeiro que eu li! Gosto da tua maneira de pensar e da capacidade de reflectir, já que, tal como dizes, hoje em dia somos poucos com tempo para parar e pensar sobre o que é importante!
    Ainda bem que tu o fazes!
    Muitos beijinhos,
    outra Rita.

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