Vida fugida

Vida fugida. É uma vida fugida de tudo e de todos. Um desencontro permanente com a intimidade da nossa humanidade. É uma vida realizada numa correria desenfreada em busca de objetivos que nos objetificam. Tornou-se numa aparente vivência num alinhamento que não se discute, porque não há tempo sequer para se pensar sobre o tempo. … Continuar a ler Vida fugida

Devíamos morar num abraço

Devíamos morar num abraço. Esta devia ser a nossa morada: situarmo-nos entre o aperto do peito e a ternura dos braços. Vivermos entre o acolhimento que tantas vezes se torna almofada dos nossos sonhos, dos nossos medos e inseguranças. Devíamos morar num abraço. Era ali que deveríamos permanecer para sabermos que não caminhamos sós num … Continuar a ler Devíamos morar num abraço

Talvez nos falte só mais um pouco!

Talvez nos falte só mais um pouco. Só mais um pouco para chegarmos onde tanto desejamos. Colocando na mochila da nossa vida as questões que nos põem a andar à roda, mas que nos impulsionam a ser mais e melhor. Falta-nos arriscar sem respostas e respondermos, a nós e aos outros, com as perguntas que … Continuar a ler Talvez nos falte só mais um pouco!

Há tanto de bom!

Há tanto de bom. Há tanto de bom a acontecer na simplicidade do nosso quotidiano. O bom e o belo vão-se tocando em silêncios que nos convidam a segredar a vida. Dando-lhe bom nome em cada nome que se cruza com a nossa existência. Vai-se envolvendo num dinamismo, muitas vezes misterioso e invisível, que nos … Continuar a ler Há tanto de bom!

Será que nos vemos?

Será que nos vemos? Há uma correria desenfreada lá fora. Não se sabe quem deu a ordem, mas todos saíram antes que lhes fosse anulada a vida. Não se questionam pela direção, nem tão pouco o sentido de todo este movimento acelerado. Os seus olhos são refletores de um caminhar que não lhes alcança. Será … Continuar a ler Será que nos vemos?

Ainda há gente boa

Ainda há gente boa. Existe, pelos caminhos da nossa vida, quem se demarque pelo bom e o belo. Usam a sua existência para embelezar a beleza de todos os que se cruzam consigo. Põem em prática o acolhimento e o serviço e fazem disso a sua maior história. Ainda há gente boa. Existe, por entre … Continuar a ler Ainda há gente boa

Esperar

Esperar. Talvez nos falte esperar e parar para não ficarmos parados. Deixar que se demorem em nós os momentos com que somos presenteados e, deste jeito, fazer-se vida num brotar silencioso e maturado. Esperar. Talvez nos falte esperar e descobrir a sabedoria do silêncio. Não dizer nada e sentir que tudo nos é dito em … Continuar a ler Esperar

Outono em nós

Às vezes para vermos temos de deixar que nos vejam. Temos de permitir que nos toquem com o seu olhar dando a conhecer as cores da nossa humanidade. Precisamos, tantas e tantas vezes, que nos olhem de cima a baixo para que tenhamos presente o presente que nos é oferecido. Necessitamos que nos aparem as … Continuar a ler Outono em nós

Calculistas

Somos demasiado calculistas. Tentamos resolver-nos numa raiz quadrada que não nos dá o resultado daquilo que somos. Elevamo-nos em potência para uma sobrevivência que nos assusta, em pleno, a nossa vivência. Colocamo-nos por entre números esquecendo-nos que isso nos leva à fração daquilo que somos e que nos separa numa divisão que não nos leva … Continuar a ler Calculistas